Grandes amigos que gostam de provar, mas sobretudo de beber vinho todos juntos. Como a vida os afastou (geograficamente), o vinho acabou por os juntar. E o vinho, torna-se sempre melhor quando é partilhado!
Ano: 2003 Região: Alentejo (Regional Alentejano) Data da Prova: 22 de Maio de 2007 Teor Alcoolico : 14%
Produtor:Adega Cooperativa de Borba
Sobre o Vinho... Mais um varietal da Adega Cooperativa de Borba, este tinto sofreu uma fermentou alcoolica com curtimenta completa a temperaturas crescentes 25º 28º e 30ºC. Passa pelo um período de 4 meses em barricas de carvalho francês e americano.
Prova:
Mais um bom varietal de Cooperativa. Com uma cor granada, é um vinho cheio de vida e esta vida é com muita fruta! Fruta vermelha, cheia de juventude a lembrar, framboesas, morangos, cerejas, todo num bom corpo. Toques frescos chegaram mais tarde com o decorrer da prova. Na boca o seu bom corpo agradou a todos e o seu lado frutado juntamente com a madeira, permitem que degustemos com calma este varietal. A compota, o chocolate e ligieras especiarias também estão presentes. Os taninos e o final são harmoniosos como o conjunto do vinho.
Classificação: 16,5 Valores
Preço: +/- 6€ PoFuturo - Porto Santo
Observações: Mais um bom tinto da Adega Cooperativa de Borba! O que dizer mais destes vinhos? São bons e a um óptimo preço! É comprar e provar antes que se esgotem!
Ano: 2003 Região: Alentejo (Regional ) Data da Prova: 20 de Maio de 2007 Teor Alcoolico : 15%
Produtor:Ribeira da Ervideira , Lda
Sobre o Vinho... Vindo de Reguengos de Monsaraz, em pleno Alentejo, este tinto fermentou num depósito horizontal ( Vinimatic ") durante 5 dias. Estagiou durante 6 meses em barricas novas de carvalho francês e americano.<br>
Prova:
Bom varietal ! Os frutos vermelhos pautam a prova desde o inicio até ao fim. No nariz surgem logo associados a umas notas balsâmicas que com o tempo tendem a ser mais suaves. Mas a framboesa, ameixa, ginja e depois as compotas, o cacau e especiarias ficam pra sempre no nosso nariz. Na boca este tinto é suave, fresco, equilibrado, com optimos taninos. A fruta está presente, não se sente o poder do alcool e consegue ser um vinho muito agradável e cativante durante a prova. Persistente e fresco no final.
Classificação: 17 Valores
Preço: +/- 8€ Garrafeira Diogos
Observações: Mas que boa surpresa! Depois de várias recomendações da Garrafeira Diogos, confirmo todas as suas credênciais e é um vinho cativante, fresco e extremamente agradável. Mais um avez muito obrigado à Garrafeira Diogos.
Data da Prova:19 de Maio de 2007 Teor Alcoolico :12,5% Produtor: Reis da Cunha - Vinho Madeira, SU Lda
Sobre o Vinho... Mais um vinho da Ilha da Madeira! Este vinificado apenas com Malvasia, uma das castas nobres da região. As uvas vêm da zona norte da ilha (mais fresca) da frequesia de São Jorge. Estão plantadas em solos argilo-limosos. Engarrafado na Adega de São Vicente.
Prova: Foi uma surpresa! Bem tropical este vinho e doce, mas consegue nos cativar, sem enjoar, devido a uma boa acidez que apresenta. Com uma cor dourada, no nariz mostra o seu lado doce, tropical, ananás e melão bem presentes com toques vegetais - a verde, casca de fruta. Na boca confirma e boa acidez é de salutar, porque mantem o vinho frescoe equilibrado até ao final. Boa persistência final.
Classificação:16 Valores Preço:+/- 4,5 €, Supermercado Sá - Funchal
Observações:
Uma surpresa e depois de ter provado uns extreme de Verdelho, este Malvasia, consegue cativar. Boa escolha para este verão, e com um preço imbatível em relação aos outros vinhos madeirenses!
Para este primeiro evento e também um teste a nós próprios, decidimos escolher dis alentejanos, visto termos para a janta um magnífico acompanhamento: Carne de Porco à Alentejana! Depois de procurar na garrafeira lá escolhemos dois tintos que muito dão que falar e escrever por esse mundo fora, agradando a uns e a outros nem tanto. E a escolha recaiu sobre:
T Terrugem 2001, da Quinta da Terrugem Montes Claros Reserva 2004
Um tinto já muito conhecido e falado, com provas dadas em diversas colheitas, um tinto topo de gama feito só para alguns! O outro um tinto que anda pela boca do povo, que agradou muitíssimo a uns, a outros mais ou menos e decepcionou mais alguns. E nós queríamos ver o que iria dar juntando este dois compatriotas num bom lanche.
T Terrugem 2001 Feito com Aragonez (90%) e Trincadeira (10%) A expectativa era enorme, um vinho feito à moda do novo mundo, complexo, era a assim a sua definição, antes da prova. Foi decantado previamente, surgindo no copo muito calmo, escondido, perfeitamente descontraído, não era nada com ele, nem parecia estar ali. Com o tempo após uma boa conversa foi começando a conversar também connosco, dando a conhecer primeiro o seu lado "antigo", (de casa fechada) onde o couro, o cabedal, o alcatrão, o mofo, aquele cheiro de coisas de madeira antigas fechadas, as especiarias (pimenta preta). Dava até para imaginar as teias de aranha nas paredes e em cima dos moveis!! A espaços a fruta negra mostrava-se, e pensamos nós se esta era a prova esperada! se terminava por aqui? E então começa o vinho a tagarelar mais um bocadinho e surge o seu lado floral, vegetal a elegância começava a se mostrar, erva molhada e notas de violeta com a fruta vermelha mais silvestre, mais viva, ameixa vermelha, ginja a compor o conjunto e assim se aguentou até perto do final. De referir que os taninos estão bem presente, são longos, bem feitos, são para agradar. No final da prova então surge que o nosso amigo parece pressentir o final da sua vida e começa então a se tornar mais fechado, a lembrar o início da prova. Longo final. Complexidade é a sua palavra de ordem! 17,5 Val
Montes Claros Reserva 2004 Feito com Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Tinta Caiada, estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho françês e americano e 6 meses em garrafa. Aqui imperava a surpresa de saber se este tinto era capaz de mostrar o que foi dito dele e se era também capaz de "combater" perante um peso pesado! E não é que foi!!! Grande surpresa geral, estávamos a espera de um bom alentejano, frutado, com bom corpo e este tinto conseguiu ter todas as características do alentejo , associado a uma boa frescura, com uma boa complexidade dentro dos aromas "alentejanos". Surge-nos logo de início cheio de força, vivo a dizer, eu estou aqui! Mostrava raça alentejana (o contrário do seu compatriota)!!! A fruta vermelha viva ameixa vermelha, framboesas, compota, baunilha, caramelo, acompanhado de tostado, leves torrados, o chocolate surgiu depois, bem nós ficamos atordoados com este início. Depois na boca os taninos comandavam a prova, bem associados e coadjuvados, com a fruta e um lado balsâmico a lembrar o mediterrâneo - ervas aromáticas, tudo num conjunto que pensava eu que iria se desmanchar, mas não, manteve esta vivacidade, esta frescura e complexidade de aromas frescos, vivos, até ao final, até às últimas gotas, do tipo que nunca desiste - até ao lavar dos cestos é vindima! E mantem um final na boca longo e frutado ligeiro adocicado. Vivacidade é o mote neste vinho e excelente RQP - 17,5 Val
Decidimos empatar esta prova porque se por um lado temos a complexidade de aromas até a data nunca vistos por estas bandas, do tipo, a idade é um posto a permitir uma prova sempre agradável até ao fim e num vinho só é de assinalar. Temos por outro lado, uma botelha cheia de força, onde consgue mostrar o lado garrido do alentejo, e apaixona pela vivacidade que tem e que nós sentimos durante a prova. Tem um trunfo que é, sem dúvida, o preço! Que façam mais vinhos assim!
Ano: 2003 Região: Ribatejo (Regional Ribatejano) Data da Prova: 17 de Maio de 2007 Teor Alcoolico : 13,5%
Produtor:Enconsta do Sobral, Sociedade Agrícola, Lda
Sobre o Vinho... De Tomar, chega este tinto! Um cabernet que na colheita de 2004, estreia-se na escolha de Aníbal Coutinho nos seus 220 melhores vinhos de 2007. Desengaçado e fermentado em cubas de inox. Estagiou cerca de doze meses em barricas de carvalho françês e foi engarrafado em maio de 2005.
Prova:
Aqui é a prova dos nove, onde vemos e sentimos se o vinho confirma as credênciais por aí faladas! E não é que conseguiu nos surpreender!!!! Muito bem, no nariz a mostrar a fruta vermelha com um lado vegetal bem agradável, nada de agressividade, tudo bem elaborado, notas de fumeiro e tostado a acompanhar a prova. Na boca marca muitos pontos, sendo o seu lado mais forte, encorpado com os taninos muito elaborados e aveludados a tornarem uma degustação muito entusiasmante. O lado vegetal está presente a permitir uma elegância ao vinho que o torna ainda mais cativante. Fruta vermelha sempre presente, com notas de fruta passada e groselha a mistura. Final bem marcado e persistente.
Classificação: 17 Valores
Preço: +/- 6€ PoFuturo - Porto Santo
Observações: Excelente exemplar desta famosa casta. Convence na boca, muito bom este tinto, merece ser distinguido e provado. Falta é comparar com a colheita de 2004! Não apresenta defeitos é um tinto cativante desde o ínicio até ao fim da prova. Excelente RQP!
Com a chegada dos aniversários, já temos desculpa para poder provar mais umas botelhas !!! Decidimos arranjar um espumante para a entrada, dois alentejanos e um Porto para a sobremesa. As escolhas recaíram sobre:
Real Senhor Velha Reserva Bruto 2000
Aragonês Herdade de São Miguel 2005
Dona Maria 2004
Ramos Pinto LBV 2000
REAL SENHOR VELHA RESERVA BRUTO 2000
Elaborado com Malvasia e Arinto , ficou em estágio na garrafa durante 6 anos.
Para 1º espumante provado, estávamos à espera de ser um vinho muito fresco, vivo e alegre. E estas características este espumante tem. Contudo o lado aromático, também característico deste tipo de vinhos, não estava muito pujante, esperávamos mais fruta, apenas a fruta cítrica apareceu. A frescura e o equilíbrio marca a prova. Agradou a todos mas não surpreendeu. 15 Val
ARAGONÊS HERDADE DE SÃO MIGUEL 2005
Este varietal alentejano estagiou durante 3 meses em barricas de carvalho. Com os seus 13%, este tinto mostra-se logo de inicio com uma vivacidade e irreverência de mencionar. No nariz, a fruta silvestre, compota com toques de madeira e balsâmicos suaves. Na boca a frescura aparece, o vinho tem boa acidez com a fruta a se manter durante toda a prova em muito bom estado. Os taninos dão alma ao vinho tornando muito vivo. É um tinto cheio de força, muito agradável e boa persistência final. 16 Val
DONA MARIA 2004
Outro alentejano, este de Estremoz. Com os seus 14,5%, é um tinto que no nariz se destaca a fruta vermelha, groselha, framboesa, baunilha, com notas de madeira, tostados e toques balsâmicos. Na boca o seu equilíbrio, marca muitos pontos, onde continua a se destacar a fruta associada à madeira e notas mentoladas. Fresco com os taninos bem encobertos pelo conjunto. Final persistente mantendo a frescura. 16 Val
RAMOS PINTO LBV 2000
Outra estreia para nós, os LBV . Não Filtrado, este Porto, surge com uma cor densa, escura e a lágrima a marcar bem o copo. Os seus aromas a fruta muito madura (passada), alguns toques vegetais e químicos surgem logo no copo. Na boca este vinho cativa pela presença de fruta, chocolate e um torrado. A harmonia do conjunto é de realçar, conseguindo ainda apresentar taninos gordos e alguma frescura que o favorece. 16,5 Val
Bem e assim passamos mais um aniversário! Resta esperar pelo próximo e ir pensando nos vinhos a provar.
Ano: 2004 Região: Alentejo DOC ) Data da Prova: 03 de Maio de 2007 Teor Alcoolico : 13,5%
Produtor:Ribeira da Ervideira , Lda
Sobre o Vinho... Estágio de 8 meses em barricas novas, maioritariamente de carvalho francês. O blend é depois engarrafado, permanecendo em cave durante o período mínimo de 1 ano.
Prova: No inicio da prova encontrava-se, calmo, escondido , não era nada com ele, continua na sua paz de espírito. A espaços lá se foi mostrando, fruta vermelha, alguma compota com notas balsâmicas . Na boca a prova foi evoluindo ao longo do tempo, no inicio muito equilibrado, com os taninos encobertos, depois de estar no copo, saiu as notas achocolatas com madeira e os taninos a se mostrarem mais vigorosos. Final persistente com a fruta seca (casca de noz) a ficar no palato.
Classificação: 16,5 Valores
Preço: 5,95€ Revista dos Vinhos
Observações: Um alentejano, que irá agradar a muitos consumidores, visto ter tudo no sítio. Merece ser bebido já e acho que ganha em ser decantado, situação que não fiz!!! Faça e prove este tinto.
Data da Prova:02 de Maio de 2007 Teor Alcoolico :12% Produtor: Lavradores da Feitoria, Vinhos de Quinta, SA
Sobre o Vinho... Vindo do Cima Corgo, a alta altitude, em Vila Real (Mateus), as uvas foram vindimadas a mão sofreram depois uma maceração pelicular durante 4 a 6 horas, prensadas por prensa pneumática, fermentaram em cubas de inox a temperaturas baixas com turbidez controlada. Cerca de 20% do lote fermentou e estagiou em barricas novas de carvalho françês de 225 litros, durante 3 meses. (www.lavradoresdefeitoria.pt)
Prova: Que vinho! Que complexidade de aromas! Frutas tropicais, subtropicais, verdes, notas vegetais, todo bem assente sobre uma frescura e acidez de assinalar. De cor pálida (amarelo) surge logo de inicio o vegetal, notas verdes bem vincadas, relva cortada, depois abriu a porta da fruteira, e começou a sair o melão a nectarina, a ameixa branca, o ananás surgiu depois, com o maracujá a se notar suavemente. Na boca a acidez dá frescura ao vinho e eleva-se para o patamar onde a fruta consegue combater o lado vegetal do vinho e ganha aos pontos!!!! Boa persistência final com a fruta a ficar bem lá no palato!
Observações: Grande branco, pelo menos para mim foi! Não estou habituado a provar brancos assim e gostei bastante, mas também acho que me falta muito para provar, para poder dizer que já estou habituado a alguma coisa! Muito obrigado pela sugestão - Garrafeira Diogos!
Tipo: Tinto Castas: Tinta Caiada(50%) e Pinot Noir(50%) Ano: 2004 Região: Alentejo (Regional Alentejano ) Data da Prova: 01 de Maio de 2007 Teor Alcoolico : 14%
Produtor:Adega Cooperativa de Borba
Sobre o Vinho... Vinificado com duas castas típicas dos seus paises de origem, Pinot Noir (França) e Tinta Caiada (Portugal - especialmente no Alentejo). A preparação do tinto foi novamente semelhante aos outros parentes bi-varietais, 4 meses em carvalho húngaro e françês e mais 5 meses em garrafa.
Prova: Mais um tinto, mais um bi-varietal! Mas este apresenta algo de diferente, elegância e frescura que os outros não apresentam nesta intensidade. É sem dúvida um vinho harmonioso e equilibrado, onde não há uma parte que se destaca mais. No nariz, tudo muito equilibrado e fresco, fruta silvreste com um lado vegetal e floral. A espaços sente-se uns torrados. Na boca a frescura comanda e determina um vinho elegante e suave, os taninos estam presentes mas não a maracar a prova. Final mediano mas agradável como o vinho no seu geral.
Classificação: 15 Valores
Preço: +/- 6,
Observações: Outra proposta da Adega Cooperativa de Borba, penso que é ligeiramente inferior aos outros bi-varietais provados, mas não deixa de ser um bom tinto, diferente dos seus parentes, mas bom!
Tipo: Tinto Castas: Cabernet Savignon(50%) e Syrah(50%) Ano: 2004 Região: Alentejo (Regional Alentejano ) Data da Prova: 25 de Abril de 2007 Teor Alcoolico : 14%
Produtor:Adega Cooperativa de Borba
Sobre o Vinho... Produzido por duas, das castas mais internacionais e como diz o Copo de 3, na sua prova são uma das duplas mais famosas lá pelas terras australianas. Este bi-varietal teve um tratamento semelhante ao anterior, estagiou durante 4 meses em barricas de caravalho húngaro e françês e outros 5 meses em garrafa.
Prova: Outro bi-varietal da cooperativa de borba, com cor granada, surge no nariz a parte vegetal associada com um boa parte de fruta vermelha, a espaços especiarias, e no final senti leves toque de frutos secos. Na boca confirma a associação do vegetal (pimentos) com a fruta, aparece a compota e a frescura permite uma agradável elegância. Os taninos são harmoniosos e de moderada persistência.
Classificação: 15,5 Valores
Preço: +/- 6,
Observações: É mais uma proposta da adega de borba para o consumo diário! Eu acho que sim, que vale pelo que mostra e que vale a pena!