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elixirdebaco

5 grandes amigos, que gostam de provar, mas sobretudo de beber vinho todos juntos. Como a vida os afastou (geograficamente), o vinho acabou por os juntar. E o vinho, torna-se sempre melhor quando é partilhado!

Scarpa Garrafeira 1987

por Rui Sousa, em 13.06.07


Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas:
   Tinta Roriz 

Ano: 1987
Região: Douro DOC )
Data da Prova: 08 de Junho de 2007
Teor Alcoolico : 12%

Produtor: Quinta da Cismeira


Sobre o Vinho...

O que hei-de dizer sobre este vinho? Foi produzido em 1987, na Quinta da Cirmeira em São João da Pesqueira. Elaborado a base de Tinta de Roriz, estagiou em pequenas vasilhas de carvalho portuguesa. Foram produzidas cerca de 63000 garrafas. Esta tinha o número 22.958.

 

Prova:

Foi decantado e esteve cerca de 40 minutos a repousar, antes de decidirmos começar a prova. Depois apareceu com uma cor bem granada, no nariz, começou por apresentar aromas de vinho do porto, mas não de um vinho com muitos anos de guarda, mas antes de um LBV ou o Ruby . Os frutos vermelhos, notas licorosas, cacau, toques balsâmicos, flor de laranjeira. Ao longo da prova alternou numa posse mais suave, mais fresco, parecendo mesmo que era um jovem fresco tinto. Na boca surge ainda com fulgor, com a madeira e a fruta a comandar. As notas frescas, balsâmicas, também dominam e mantêm a prova sempre viva. Os taninos estão presentes mas dominados, bem persistente e com final muito fresco e agradável. Foi um vinho que surpreendeu a nós todos, porque não sabíamos se estaria em condições para ser bebido após 20 anos, mas está um belo vinho velho.

 

Classificação: 18,5 Valores

Preço:    ?

Observações: Hoje faz um ano que me decidi escrever sobre os vinhos que provei, essencialmente com os amigos. Para mim o vinho é sobretudo uma bebida social, e como tal, gosto de estar com os amigos a confraternizar e a degustar bons vinhos sempre em ambiente de festa e alegria. Desejo que assim continue e que seja sempre com bons vinhos.

Douros com boa RQP

por Rui Sousa, em 08.06.07
Mais uma prova de vinhos, associada a uma boa jantarada com os amigos. Desta vez a escolha foi dois Douros . Tentamos procurar dois vinhos com um objectivo principal - uma boa qualidade preço. Assim os vinhos provados tiveram um preço de custo inferior a 10€.
Os dois tintos escolhidos foram o Cistus Reserva 2001, um desconhecido por nós, mas veio a confirmar a boa região onde é produzido. A outra botelha foi o Passadouro 2004, depois de já termos provado a colheita de 2003 quisemos ver as diferenças deste conhecido vinho.

CISTUS RESERVA 2001
Boa surpresa! Este tinto é sobretudo uma óptima opção para quem quer provar um bom duriense a bom preço. Digo isto porque representa bem todas as características da região, fresco, balsâmico , com fruta, e bom corpo. Este tinto mostra-se com uma cor escura a fugir para o granada, depois no nariz começa a viagem pelo Douro, a frescura do balsâmico com notas vivas de fruta, cereja e ginja a se notarem muito bem. Algumas notas licorosas e de menta também surgiram durante a prova. Na boca a frescura continua bem associada à fruta e os taninos envolventes, em bom plano. É um tinto muito agradável de se beber, devido a sua frescura e bom corpo torna-se numa companhia ideal para estar a conversar com os amigos. O final é bem agradável e tem uma boa persistência. 16,5 Val


PASSADOURO 2004
Não posso dizer que foi uma surpresa, mas sim uma confirmação de um vinho muito bem feito. Chega-nos também com uma cor bem escura com um anel violeta bem vincado. Nariz cheio de fruta silvestre e negra com bons toques de notas frescas, junto com toques de cacau e chocolate. Este é um vinho diferente do primeiro porque é mais "corpulento", tem um corpo que nos envolve muito mais, cativante, prende-nos mais ao copo. Na boca os taninos são envolventes, volumosos, "carnudos"  e com a fruta  associada a notas de madeira. O final é bom e bem persistente.  Este é um vinho que  consegue prender a nossa atenção desde o inicio, é mais uma excelente RQP e que sem dúvida que  irá conquistar adeptos por esse mundo fora.  17 Val

Monte da Peceguina 2006

por Rui Sousa, em 07.06.07



Características do Vinho:

Tipo: Branco
Castas:
Arinto , Antão Vaz e Roupeiro

Ano: 2005
Região: Alentejo (Regional Alentejano)

Data da Prova: 31 de Maio de 2007
Teor Alcoolico : 14,5%
Produtor:   Herdade da Malhadinha Nova SA


Sobre o Vinho... 
A nova colheita deste conhecido vinho, surge com uma nova cara, desta vez foi a Francisca que a fez! Em 1998,  ano de inicio deste projecto, nasceu a Francisca, o primeiro elemento da nova geração desta família. Foi ela quem plantou a primeira cepa dos 20 hectares de vinha da propriedade e desenhou o rótulo desta garrafa. www.malhadinhanova.pt )


Prova: 
Calmo e amplo defino assim este vinho. Para um branco com 14,5%, consegue disfarçar este pequeno detalhe, e consegue devido a uma boa frescura e acidez na boca que apresenta associada à fruta cítrica e principalmente a uma boa dose de ananás e melão, contudo na face inicial da prova a parte mineral e verde está presente, não sendo tão suave tão fresco, aí é um branco menos "vivo", é calmo parece que não é nada com ele. No nariz este vinho surge-nos devagar não se mostra nada pujante, nem a fruta manda, com a sua passividade, e com a sua bela cor dourada, aos poucos suege a notas minerais e vegetais e só depois os primeiros aromas da fruta cítrica, depois a tropical associada ainda a uns toques de baunilha! Belo (dourado) branco!

 

Classificação: 16,5 Valores
Preço:  +/- 8 €, Garrafeira Diogo's

Observações:   É com certeza um branco diferente e com certeza que irá provocar discordâncias. A mim conseguiu agradar e mostra uma boa polivalência com os pratos de peixe (gordo) e carnes brancas!

Adega Cooperativa de Borba Reserva 2003

por Rui Sousa, em 02.06.07
  


Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas:
   Aragonez, Trincadeira, Castelão e Alicante Bouschet 

Ano: 2003
Região: Alentejo (DOC)
Data da Prova: 25 de Maio de 2007
Teor Alcoolico : 13,5%

Produtor: Adega Cooperativa de Borba


Sobre o Vinho...

Este clássico começou a ser produzido desde a decada de 60. Teve sempre quatro colheitas nas decadas de 60, 70, 80, e 90. No novo século houve produção em 2000, 2001 e a última 2003. O vinho estagiou em madeira de carvalho francês, toneís de madeira exótica e mais tarde na garrafa.

 

Prova:

Penso que é um dos clássicos portugueses, quem não conhece o rotúlo de cortiça? No nariz este tinto começa por ser fresco com fruta vermelha e a mostrar uma complexidade muito agradável, aromas de café, especiarias, madeira também se encontram com o decorrer da prova. Na boca é um vinho que os seus taninos são muito agradáveis, volumosos,  a mostrar raça, conjuntamente com a fruta. Tem um final longo

 

Classificação: 16,5 Valores

Preço:    +/- 9€  PoFuturo - Porto Santo

Observações: Quem não conheçe este tinto, é um clássico! E vale bem a pena a prova, é um tinto que está para as curvas e que continuem a produzir em anos futuros.