Grandes amigos que gostam de provar, mas sobretudo de beber vinho todos juntos. Como a vida os afastou (geograficamente), o vinho acabou por os juntar. E o vinho, torna-se sempre melhor quando é partilhado!
As uvas são vindimadas à mão em caixas de 12 kg. São depois arrefecidos a uma temperatura de 5˚C e selecionadas para o dia seguinte, que é seguido de desbaste e esmagamento. O processo de maceração e de fermentação que decorre nas cubas em aço inoxidável a uma temperatura controlada de 22-24°.
Prova:
O vinho surge no copo com uma lágrima média e de bela cor ruby com nuances violetas. De intensidade média/alta o nariz é cheio de fruta vermelha e preta como groselha e ameixa com notas de frutos secos (noz) e especiarias (pimenta, noz-moscada e cravo da india). Na boca, taninos bem presentes, a dar uma leve austeridade, a acidez surge em média quantidade, tudo envolto num corpo mediano. É perceptível a presença da madeira (cedro e toques de verniz), suave, a confirmar as notas mais exóticas e meias-doces. Termina de forma mediamente persistente, num muito agradável tinto algarvio.
Classificação: 15/20
Preço: € ()
Observações: Vivino: 3.8/5; PaixãopeloVinho: n/d; Revista de Vinhos: n/d; Grandes Escolhas: n/d;
Quase a realizar dois anos do Elixir de Baco 2.0, atingimos a agradável e surpreendente marca das 20.000 visualizações em menos de 2 anos. Sem grandes pretensões desde o início, contínuamos apenas a querer partilhar os vinhos que vamos descobrindo nas nossas viagens diárias.
Como a música está intrinsecamente ligada a todos os membros, não existe outra forma de celebrar estes épicos momentos sem a criação de uma playlist com "música para espaços abertos, estradas empoeiradas e boas colheitas; para deambulações bucólicas e vínicas".
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz
Ano: 2019
Região: Dão
Teor Alcoolico: 14%
Prova:
Data: 28 de Janeiro de 2022
Por: Rui Sousa
Produtor: Casa Passarella
Enólogos:
Sobre o Vinho...
"NUNCA SE SABERÁ SE FOI O CLIMA, SE FOI A TERRA.
Se foi o talento das pessoas que por cá passaram e das suas apaixonantes histórias e personalidades. Ou se terá sido, pura e simplesmente, sorte. Aquela mesma sorte que fez com tudo isto se encontrasse, no mesmo lugar, na altura certa, como uma benção de planetas alinhados, de Sol e chuva e da curiosidade dos homens. Uma coisa porém é certa. Silenciosa e imponente, a velha montanha tem assistido ao nascimento de grandes vinhos neste pedaço de terra do Dão que tem a seus pés. E se para ela um século e meio é quase nada, no tempo dos homens muita coisa aconteceu desde que a primeira vinha foi plantada e a primeira pedra da Casa foi colocada, algures pelas últimas décadas do século XIX.
Atravessadas por tempos de guerra e paz, partidas e chegadas, esplendor e esquecimento, as terras da Passarella viram história a ser escrita - por muitos e talentosos autores, mas sempre com o seu sangue: o vinho.
Talvez as lendas não existam e sejam afinal verdade. Talvez a história, de facto, se repita. Ou, pura e simplesmente, talvez a sorte continue do nosso lado. Seja como for, com a terra como página em branco, vamos continuar a escrever as nossas linhas, colheita após colheita. Da mesma forma que o Dão é lendário, tanto pelas suas memórias como pela aparente naturalidade em produzir néctares que os homens não esquecem, a Casa da Passarella volta a colocar o seu nome nas bocas do Mundo – que, na nossa humilde opinião, é precisamente onde devem estar os grandes vinhos." (casadapassarella.pt)
Prova:
De intensidade média, este vinho surge com aromas a frutos vermelhos e toques mais vegetais. Na boca a fruta vermelha como o morango vivo e fresco aparece casado com uma boa frescura. Acidez média e taninos leves com alguma adstringência. De estrutura média /leve, o vinho mantem-se elegante e simples. Termina de forma pouco persistente. Um bom exemplar do Dão fresco da Serra da Estrela.
Classificação: 15.5/20
Preço: 8.99€ (promoção pingo doce)
Observações: Vivino: 3.8/5; PaixãopeloVinho: n/d; Revista de Vinhos: n/d; Grandes Escolhas: n/d;