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elixirdebaco

Grandes amigos que gostam de provar, mas sobretudo de beber vinho todos juntos. Como a vida os afastou (geograficamente), o vinho acabou por os juntar. E o vinho, torna-se sempre melhor quando é partilhado!

Adega de Penalva Tinta Pinheira 2018

13.06.21 | Rui Sousa

1600098994.9859.jpg (cavelusa.pt)

Características do Vinho:

  • Tipo: Tinto
  • Castas: Tinta Pinheira
  • Ano: 2018
  • Região: Dão
  • Teor Alcoolico: 13%

Prova: 

  • Data: 6 de Junho de 2021  
  • Por: Rui Sousa

Produtor: Adega de Penalva

Enólogos: 

 

Sobre o Vinho...

Se existe a casta tinta Rufete e ainda continua a produzir vinhos de excelência, em primeiro lugar há que realçar o trabalho ímpar do Viticólogo, Eng Francisco Santos que recomendou a casta ao Prof. Virgílio Loureiro em Belmonte no projeto da Quinta dos Termos. Atualmente e na mesma zona, o Eng Anselmo Mendes chegou e a partir também de vinhas velhas de Rufete começaram a produzir vinhos a partir desta casta. Bem hajam a ambos pela ousadia. Necessitamos em Portugal quem contribua para preservar o nosso riquíssimo património genético em castas de uvas para vinho.  É certo que origina vinhos menos encorpados, mas nem todos os vinhos tintos têm que ser a mastigar! Os vinhos produzidos com a casta tinta Rufete, originam néctares de enorme complexidade, com enorme capacidade de envelhecimento, apresentando sempre frescura sem igual e ainda, em questão de enogastronomia, altamente versáveis com diversos pratos de gastronomia nacional e cozinha internacional. Para esta casta é muito importante que o estágio em madeira se realize, pois, tendo menos antocianinas e pirazinas, ganha em outros flavenóides e a madeira além de transmitir taninos ainda lhes acrescenta alma e amplitude na boca. A casta tinta Rufete está particularmente bem adaptada à Beira Interior, sendo popular nas regiões da Beira Interior, Douro e Dão. Na Beira Interior é mais utilizada nas suas sub-regiões, Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo e Cova da Beira.  É uma casta caprichosa e exigente, reivindicando condições muito particulares para poder dar o melhor de si. Sensível ao míldio e oídio, é uma casta produtiva, com cachos e bagos de tamanho médio. Por ser uma variedade de maturação tardia, tem dificuldade em madurar na plenitude, antes das chuvas do equinócio. Porém, quando amadurece bem, compõe vinhos aromáticos, encorpados, frutados e delicados, com um bom potencial de envelhecimento em garrafa. (clubevinhosportugueses.pt)

 

Prova:

João Paulo Martins, refere que esta casta marcou durante muitos anos o lote do vinho do Dão, até ao começo da aposta na tinta roriz e no renascimento da touriga nacional. De cor rubi aberta muito bonita, o vinho abre logo com aromas de fruta vermelha madura e notas florais muito agradáveis. Na boca, taninos presentes, algo marcantes no início da prova, com adstrigência média. Ao longo da prova, taninos mais envolventes a dar bom volume e corpo ao vinho. Acidez média/baixa com a fruta vermelha e preta a surgir, com algumas notas de madeira. Termina de forma média, e é sem dúvida um belo exemplar desta casta típica do Dão e da Sub-Região de Castendo com uma excelente RQP. 

 

Classificação: 16.5/20 

Preço: 9€ (preço médio)

Observações: Vivino: 3.8/5; PaixãopeloVinho: n/d;  Revista de Vinhos: n/d; Grandes Escolhas: 16.5/20