Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

elixirdebaco

5 grandes amigos, que gostam de provar, mas sobretudo de beber vinho todos juntos. Como a vida os afastou (geograficamente), o vinho acabou por os juntar. E o vinho, torna-se sempre melhor quando é partilhado!

Dizeres Tinto 2018

por Rui Sousa, em 20.09.20

701086.jpg

Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas: 50% Aragonez e 50% Trincadeira
Região: Alentejo
Data da Prova: 31 de Agosto de 2020
Teor Alcoolico: 14%

Produtor: Adega Mayor

Enólogos: Rui Reguinga, Carlos Rodrigues, Bruno Pinto da Silva

Sobre o Vinho:

A casta Trincadeira, caracteriza-se por ter cachos médios e muito compactos, mostrando-se extremamente sensível às doenças e à podridão, encontrando-se bem adaptada ao clima seco do Alentejo e partes do Ribatejo, regiões onde frutifica exemplarmente. Os vinhos são tendencialmente florais, mais vegetais quando a maturação é deficiente, ricos em cor e acidez, ligeiramente  alcoólicos e com boas condições para envelhecer bem em garrafa. No Alentejo é frequentemente emparelhada com a casta Aragonez. (www.vinha.pt)

A vindima foi manual para caixas de 20 kg seguida de uma seleção de cachos e bagos na adega. A uva foi desengaçada e ligeiramente esmagada, fermentando em depósito de inox a uma temperatura controlada na ordem dos 25ºC. (adega mayor)

 

Prova:

De cor vermelha ruby, aromas suaves, com fruta vermelha, cereja e algum vegetal. Na boca, fruta vermelha com taninos suaves, envolventes. Acidez muito bem, a determinar a frescura que agrada e com corpo médio. Final pouco persistente. Bom alentejano sem Touriga e com um bonito rótulo!!

 

Classificação: 16/20 

Preço: 4,9€ 

Observações: Vivino: 3.7/5Wine Enthusiast: n/d;  Revista de Vinhos: n/d; Grandes Escolhas: 16/20

Monte da Ravasqueira Sangiovese 2014

por Rui Sousa, em 20.09.20

sangiovese.jpg

 

Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese

Ano: 2014
Região: Alentejo
Data da Prova: 22 de Agosto de 2020
Teor Alcoolico: 13%

Produtor: Monte da Ravasqueira

 

Sobre o Vinho...

Com uma produção limitada de 3.460 garrafas, esta casta mais plantada em Itália e de difícil viticultura encontrou no Monte da Ravasqueira uma forma peculiar de se exprimir. Tem um comportamento muito irreverente semelhante ao perfil das uvas que dá origem. Taninos e acidez são as duas melhores palavras que definem esta casta. As uvas foram vindimadas à mão para caixas de 20kg, sendo arrefecidas antes da sua vinificação.

 

Prova:

De cor vermelho cereja, nariz com fruta vermelha fresca e algum mineral. Na boca a frescura marca pontos, envolvente e elegante.  Taninos envolventes, sedosos e não se mostram em demasia. Vinho esteve algo fechado mas com final médio, agradável e muito gastronómico. Vinho interessante e diferente!

 

Classificação: 16/20 

Preço: 7€ 

Observações: Vivino: 3.6/5Wine Enthusiast: n/d;  Revista de Vinhos: n/d; Grandes Escolhas: n/d; 

Vicentino Tinto 2017

por Rui Sousa, em 12.07.20

VICENTINO_SUNSET_TINTO.jpg

 

Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Aragonez e Syrah

Ano: 2017
Região: Alentejo
Data da Prova:  de Junho de 2020
Teor Alcoolico: 13%

Produtor: Vicentino Wines

 

Sobre o Vinho...

Plantadas em solos argilo-xistosos e franco-arenosos, com baixo potencial produtivo, as castas do Vicentino ostentam os seus melhores atributos. A baixa produtividade imposta pela terra vai funcionar como estímulo à qualidade das uvas que se formam, promovendo uma  concentração ideal de ácidos orgânicos, açúcares e compostos fenólicos. O alcance deste equilíbrio entre quantidade e qualidade, juntamente com um clima ameno, permite obter uma matéria-prima de excelência. Cada variedade fermenta separadamente durante 10 dias a 26ºC, seguindo-se um período de maceração prolongada, em contacto com as películas. O estágio é parcial, em barricas de carvalho francês, durante 8 meses. (Vicentino Wines)

 

Prova:

De cor vermelho violáceo, aromas de muita fruta vermelha e do bosque, mas fruta "fresca" não muito madura. Na boca, a frescura com uma boa acidez comanda, juntamente com alguma mineralidade (salinidade) o que torna o vinho muito agradável, fresco, elegante, pouco encorpado e um final mediamente persistente. Boa surpresa e que vinho tão interessante. 

 

Classificação: 16,5/20 

Preço: 6€ 

Observações: Vivino: 3.7/5Wine Enthusiast: n/d;  Revista de Vinhos: n/d; Grandes Escolhas: n/d; 

Provas da equipa EdB

por Rui Sousa, em 23.06.20

Durante a semana, a equipa elixir de baco foi provando e bebendo alguns néctares e agora decidimos partilhar,

media.jpg

Duas Encostas Signature Vinhas Velhas 2017, Tinto, Dão.

Vinho do Dão, com nariz logo a fruta vermelha, com os morangos a sobressair. Na boca, taninos suaves com pouca acidez, pouco encorpado, mas a conseguir manter uma frescura e persistencia agradável. Um tinto mais "leve" que até casava bem com um bom peixe! Élvio Sousa 

 

102006_1-1.jpg

Fonte de Perdiz Old Vines 2018, Tinto, Douro, 13,5%

Bom Douro! Muita fruta vermelha, morangos, cereja. Na boca taninos firmes, robustos inicialmente e com o tempo mais envolventes. Vinho com boa acidez e frescura mediana, encorpado, mas com final pouco persistente. Boa surpresa com um excelente preço. 3,5 €. 15,5. Rui Sousa

 

6011130-0.jpg

Monte da Peceguina 2017, Tinto, Alentejo, 14,5%

Um alentejano de Albernôa, da Herdade da Malhadinha Nova. Na boca seco, com aromas terciários a se notar, toques de madeira e frutos secos. Final longo, persistente.
Classificação: 16/20. Hélder Gonçalves

 

monsaraz-alicante-bouschet-1.jpg

Alicante Bouschet Monsarraz 2017, Tinto, Alentejo, 15,5% 

Tinto com 15,5% a evidenciar logo de inicio o álcool. De cor vermelho escuro, apresenta aromas de fruta vermelha madura, ameixa, cereja. Na boca, muito macio, muito encorpado, com taninos presentes mas controlados. Final persistente. Classificação: 14,5/20. Hélder Gonçalves 

Regresso à escrita...

por Rui Sousa, em 21.04.08
Depois de este tempo (longo) de pausa, consegui ultrapassar todos aqueles sentimentos que não me deixavam descrever, transmitir o que sentia quando degustava um vinho...
Esta ausência de palavras surge num momento de mudança da minha vida profissional e pessoal, onde aqueles momentos já destinados às provas foram alterados... e quando refiro os momentos, não são apenas momentos temporais, nem tão pouco locais, são a falta de todos alguns pormenores , rituais que criamos a volta da degustação, da prova dos bem conhecidos lanches, jantares, onde reinava a boa disposição e os amigos em amena cavaqueira!!!!
Esta mudança não foi para pior, posso garantir, mas senti (inconscientemente) esta mudança, esta quebra no quotidiano... não fiquei longe dos vinhos, nem dos enoblogs ! frequentei foi com muito menos frequência e sempre que pensava em transmitir para palavras os aromas, os sentimentos vividos ao provar um vinho, adiava para amanha e depois para o outro dia e assim consecutivamente.

Bem, mas chegou a altura de alterar esta situação de marasmo e começar novamente a descrever algumas palavras que surgiram neste passado fim de semana numa visita relâmpago em formação profissional à bela cidade do Porto.
E os vinhos provados num jantar foram de muito bom nível... O primeiro a ser provado, eu não conhecia mas confirmou as credenciais da pessoa que nos indicou...
Terras de Monforte Escolha 2003!!! Depois deste tinto chegou a surpresa da noite porque ninguém contava com a chegada em grande do duriense Vértice Grande Reserva 2003!!!
Foram estes dois tintos que nos acompanharam num belo jantar, bem tarde, temos que dizer, mas que decorreu muito bem...
Um alentejano e um duriense com todas as características regionais bem vincadas... O terras de monforte escolha surgiu-nos com muita força, com garra, a lembrar já as conhecidas festas de verão com a mistura de umas touradas... os aromas que me transmitia faziam-me viajar por esses meses... a terra batida, o ar seco, o calor, com todos aqueles aromas de fruta que me faz lembrar essa época, as framboesas, a cereja, as frutas vermelhas... com toques de especiarias com o café , chocolate e canela a ficar retidas na minha memória sensorial. Um tinto muito bem equilibrado do qual refiro o final longo bem apetecível ... 17,5 Val
O Vértice é um vinho que todos nós já ouvimos falar e sempre coisas boas... E não falhou... é de facto um duriense muito bem elaborado com uma complexidade que nos prende à prova desde o inicio até ao último copo... com a fruta vermelha envolvida em aromas balsâmicos com toques de especiarias, novamente a canela estava metida.... na boca os taninos são muito bons a envolverem o palato e toda a superfície de agradáveis sensações que continuaram por um final muito marcante, delicioso...17,5 Val

E Um TINTO, VAI?

por Rui Sousa, em 17.08.07

No verão sabe sempre bem vinhos brancos e uns rosés . Mas este verão não é mesmo típico, mais fresco e húmido que o habitual. Os entendidos da matéria referem que esta situação só acontece uma vez numa década e que a culpa é do anti-ciclone dos Açores, que não se encontra no sítio correcto, para nos dar o tão desejado calorzinho da época.

Perante isto, fomos a procura de uns tintos para provar, e nenhum deles ficou mal, só tivemos uma maior preocupação em manter a temperatura adequada.

Decidimos provar dois alentejanos, um terras do sado e um espanhol vindo de Valladolid.

Os alentejanos são duas vedetas do mundo dos vinhos. São dois titulares na equipa de bons vinhos até 20€. São dois frutos de grandes produtores e perante isso acabam muitas vezes por nos passar ao lado (falo por mim, é claro!). Do sado , chegou um tinto com nome conhecido lá pelas terras de oriente, e era um completo desconhecido para mim, mas confirmou as recomendações feitas na garrafeira Diogo's . O estrangeiro vinho da vizinha espanha , é um tinto de um pequeno produtor, da zona de valladolid . Chegou até cá graças a uma viagem (dita fantástica) até barcelona de uns bons amigos que não se esqueceram de provar vinhos e trazer as boas botelhas para Portugal . 

 

ESPORÂO RESERVA  2004

Depois de termos ficado maravilhados com a colheita 2003, foi simplesmente uma grande surpresa para nós, não estávamos a espera de um vinho assim, tão "guloso", por isso a nota que obteve. Então quisemos ver como estava a colheita de 2004! Este tinto surgiu menos "guloso", sentia-se mais o álcool no inicio , e mais um pouco nada mais fresco, não tinha tanta fruta, compota. No nariz a fruta silvestre conjuntamente com a madeira e toques florais. Na boca os bons taninos marcam presença, mais a fruta e especiarias, com um pouco de torrado. Boa persistência final. Bom tinto, mas não tão bom como o de 2003. 17 Val  

 

VILA SANTA 2005

Já tínhamos ouvido falar muito deste vinho alentejano, elaborado pelo conhecido João Portugal Ramos. Este tinto fica na memória por ser muito harmonioso em toda a prova. É um tinto muito equilibrado, não foge, nem se sente grandes deficiências na prova. No nariz, a fruta vermelha (groselha, cereja, ginja) com boa madeira (especiarias, cacau, chocolate preto e leve café). Na boca os bons taninos são apaixonantes, envolvem-nos no palato e deixam-se estar muito tempo. Bom vinho alentejano, sem defeitos, harmonioso, encanta este tinto! 17 Val

 

STANLEY 2004

Um terras do sado, com nome conhecido desde o Oriente. Este tinto é um convite a degustar um bom vinho pelo um bom preço. Boas notas de frutas silvestres com a madeira bem integrada. É um vinho que fica muito bem, neste verão, é cheio, tem bom corpo, mas tem também uma boa frescura. Bons taninos e final bem adequado. Boa qualidade preço, sem dúvida. 16 Val

 

MVEDRA 2004

Mas que grande surpresa, este tinto espanhol, que mas parecia um grande duriense. De facto tem tudo o que nos apaixona no Douro, mas com um sotaque diferente. De inicio ficamos sem perceber, de onde vem. No nariz a fruta silvestre, toma conta dos aromas e logo a seguir chegar, toques de baunilha e aromas balsâmicos, a dar uma frescura que leva o vinho para outros patamares de aromas e sabores. Na boca é um vinho que tem uma persistência longa muito longo é no final um dos seus pontos positivos. Os taninos são envolventes, volumosos, a fruta madura aparece depois, juntamente com notas licorosas. Excelente vinho, pena é estar tão longe... 17,5 Val

Adega Cooperativa de Borba Reserva 2003

por Rui Sousa, em 02.06.07
  


Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas:
   Aragonez, Trincadeira, Castelão e Alicante Bouschet 

Ano: 2003
Região: Alentejo (DOC)
Data da Prova: 25 de Maio de 2007
Teor Alcoolico : 13,5%

Produtor: Adega Cooperativa de Borba


Sobre o Vinho...

Este clássico começou a ser produzido desde a decada de 60. Teve sempre quatro colheitas nas decadas de 60, 70, 80, e 90. No novo século houve produção em 2000, 2001 e a última 2003. O vinho estagiou em madeira de carvalho francês, toneís de madeira exótica e mais tarde na garrafa.

 

Prova:

Penso que é um dos clássicos portugueses, quem não conhece o rotúlo de cortiça? No nariz este tinto começa por ser fresco com fruta vermelha e a mostrar uma complexidade muito agradável, aromas de café, especiarias, madeira também se encontram com o decorrer da prova. Na boca é um vinho que os seus taninos são muito agradáveis, volumosos,  a mostrar raça, conjuntamente com a fruta. Tem um final longo

 

Classificação: 16,5 Valores

Preço:    +/- 9€  PoFuturo - Porto Santo

Observações: Quem não conheçe este tinto, é um clássico! E vale bem a pena a prova, é um tinto que está para as curvas e que continuem a produzir em anos futuros.

Cooperativa de Borba - Syrah 2004

por Rui Sousa, em 23.05.07

Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas:
   Syrah 

Ano: 2003
Região: Alentejo (Regional Alentejano)
Data da Prova: 22 de Maio de 2007
Teor Alcoolico : 14%

Produtor: Adega Cooperativa de Borba


Sobre o Vinho... 
Mais um varietal da Adega Cooperativa de Borba, este tinto sofreu uma fermentou alcoolica com curtimenta completa a temperaturas crescentes 25º 28º e 30ºC. Passa pelo um período de 4 meses em barricas de carvalho francês e americano.

 

Prova:

Mais um bom varietal de Cooperativa. Com uma cor granada, é um vinho cheio de vida e esta vida é com muita fruta! Fruta vermelha, cheia de juventude a lembrar, framboesas, morangos, cerejas, todo num bom corpo. Toques frescos chegaram mais tarde com o decorrer da prova. Na boca o seu bom corpo agradou a todos e o seu lado frutado juntamente com a madeira, permitem que degustemos com calma este varietal. A compota, o chocolate e ligieras especiarias também estão presentes. Os taninos e o final são harmoniosos como o conjunto do vinho.

 

Classificação: 16,5 Valores

Preço:    +/- 6€  PoFuturo - Porto Santo

Observações: Mais um bom tinto da Adega Cooperativa de Borba! O que dizer mais destes vinhos? São bons e a um óptimo preço! É comprar e provar antes que se esgotem!

Castas D'Ervideira Alfrocheiro 2003

por Rui Sousa, em 21.05.07

Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas:
   Alfrocheiro  

Ano: 2003
Região: Alentejo (Regional )
Data da Prova: 20 de Maio de 2007
Teor Alcoolico : 15%

Produtor: Ribeira da Ervideira , Lda


Sobre o Vinho... 
Vindo de Reguengos de Monsaraz, em pleno Alentejo, este tinto fermentou num depósito horizontal ( Vinimatic ") durante 5 dias. Estagiou durante 6 meses em barricas novas de carvalho francês e americano.<br>

 

Prova:

Bom varietal ! Os frutos vermelhos pautam a prova desde o inicio até ao fim. No nariz surgem logo associados a umas notas balsâmicas que com o tempo tendem a ser mais suaves. Mas a framboesa, ameixa, ginja e depois as compotas, o cacau e especiarias ficam pra sempre no nosso nariz. Na boca este tinto é suave, fresco, equilibrado, com optimos taninos. A fruta está presente, não se sente o poder do alcool e consegue ser um vinho muito agradável e cativante durante a prova. Persistente e fresco no final.

 

Classificação: 17 Valores

Preço:    +/- 8€ Garrafeira Diogos

Observações: Mas que boa surpresa! Depois de várias recomendações da Garrafeira Diogos, confirmo todas as suas credênciais e é um vinho cativante, fresco e extremamente agradável. Mais um avez muito obrigado à Garrafeira Diogos.

Primeira Prova Cega

por Rui Sousa, em 17.05.07
Para este primeiro evento e também um teste a nós próprios, decidimos escolher dis alentejanos, visto termos para a janta um magnífico acompanhamento: Carne de Porco à Alentejana!
Depois de procurar na garrafeira lá escolhemos dois tintos que muito dão que falar e escrever por esse mundo fora, agradando a uns e a outros nem tanto. E a escolha recaiu sobre:

T Terrugem 2001, da Quinta da Terrugem
Montes Claros Reserva 2004

Um tinto já muito conhecido e falado, com provas dadas em diversas colheitas, um tinto topo de gama feito só para alguns!
O outro um tinto que anda pela boca do povo, que agradou muitíssimo a uns, a outros mais ou menos e decepcionou mais alguns. E nós queríamos ver o que iria dar juntando este dois compatriotas num bom lanche.

T Terrugem 2001
Feito com Aragonez (90%) e Trincadeira (10%)
A expectativa era enorme, um vinho feito à moda do novo mundo, complexo, era a assim a sua definição, antes da prova. Foi decantado previamente, surgindo no copo muito calmo, escondido, perfeitamente descontraído, não era nada com ele, nem parecia estar ali. Com o tempo após uma boa conversa foi começando a conversar também connosco, dando a conhecer primeiro o seu lado "antigo", (de casa fechada) onde o couro, o cabedal, o alcatrão, o mofo, aquele cheiro de coisas de madeira antigas fechadas, as especiarias (pimenta preta).  Dava até para imaginar as teias de aranha nas paredes e em cima dos moveis!! A espaços a fruta negra mostrava-se, e pensamos nós se esta era a prova esperada! se terminava por aqui? E então começa o vinho a tagarelar mais um bocadinho e surge o seu lado floral, vegetal a elegância começava a se mostrar, erva molhada e notas de violeta com a fruta vermelha mais silvestre, mais viva, ameixa vermelha, ginja a compor o conjunto e assim se aguentou até perto do final. De referir que os taninos estão bem presente, são longos, bem feitos, são para agradar. No final da prova então surge que o nosso amigo parece pressentir o final da sua vida  e começa então a se tornar mais fechado, a lembrar o início da prova. Longo final. Complexidade é a sua palavra de ordem!  17,5 Val

Montes Claros Reserva 2004
Feito com Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Tinta Caiada, estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho françês e americano e 6 meses em garrafa.
Aqui imperava a surpresa de saber se este tinto era capaz de mostrar o que foi dito dele e se era também capaz de "combater" perante um peso pesado!
E não é que foi!!! Grande surpresa geral, estávamos a espera de um bom alentejano, frutado, com bom corpo e este tinto conseguiu ter todas as características do alentejo , associado a uma boa frescura, com uma boa complexidade dentro dos aromas "alentejanos". Surge-nos logo de início cheio de força, vivo a dizer, eu estou aqui! Mostrava raça alentejana (o contrário do seu compatriota)!!! A fruta vermelha viva ameixa vermelha, framboesas, compota, baunilha, caramelo, acompanhado de tostado, leves torrados, o chocolate surgiu depois, bem nós ficamos atordoados com este início. Depois na boca os taninos comandavam a prova, bem associados e coadjuvados, com a fruta e um lado balsâmico a lembrar o mediterrâneo - ervas aromáticas, tudo num conjunto que pensava eu que iria se desmanchar, mas não, manteve esta vivacidade, esta frescura e complexidade de aromas frescos, vivos, até ao final, até às últimas gotas, do tipo que nunca desiste - até ao lavar dos cestos é vindima!  E mantem um final na boca longo e frutado ligeiro adocicado. Vivacidade é o mote neste vinho e excelente RQP - 17,5 Val


Decidimos empatar esta prova porque se por um lado temos a complexidade de aromas até a data nunca vistos por estas bandas, do tipo, a idade é um posto a permitir uma prova sempre agradável até ao fim e num vinho só é de assinalar. Temos por outro lado, uma botelha cheia de força, onde consgue mostrar o lado garrido do alentejo, e apaixona pela vivacidade que tem e que nós sentimos durante a prova. Tem um trunfo que é, sem dúvida, o preço! Que façam mais vinhos assim!