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elixirdebaco

Regresso à escrita...

por Rui Sousa, em 21.04.08
Depois de este tempo (longo) de pausa, consegui ultrapassar todos aqueles sentimentos que não me deixavam descrever, transmitir o que sentia quando degustava um vinho...
Esta ausência de palavras surge num momento de mudança da minha vida profissional e pessoal, onde aqueles momentos já destinados às provas foram alterados... e quando refiro os momentos, não são apenas momentos temporais, nem tão pouco locais, são a falta de todos alguns pormenores , rituais que criamos a volta da degustação, da prova dos bem conhecidos lanches, jantares, onde reinava a boa disposição e os amigos em amena cavaqueira!!!!
Esta mudança não foi para pior, posso garantir, mas senti (inconscientemente) esta mudança, esta quebra no quotidiano... não fiquei longe dos vinhos, nem dos enoblogs ! frequentei foi com muito menos frequência e sempre que pensava em transmitir para palavras os aromas, os sentimentos vividos ao provar um vinho, adiava para amanha e depois para o outro dia e assim consecutivamente.

Bem, mas chegou a altura de alterar esta situação de marasmo e começar novamente a descrever algumas palavras que surgiram neste passado fim de semana numa visita relâmpago em formação profissional à bela cidade do Porto.
E os vinhos provados num jantar foram de muito bom nível... O primeiro a ser provado, eu não conhecia mas confirmou as credenciais da pessoa que nos indicou...
Terras de Monforte Escolha 2003!!! Depois deste tinto chegou a surpresa da noite porque ninguém contava com a chegada em grande do duriense Vértice Grande Reserva 2003!!!
Foram estes dois tintos que nos acompanharam num belo jantar, bem tarde, temos que dizer, mas que decorreu muito bem...
Um alentejano e um duriense com todas as características regionais bem vincadas... O terras de monforte escolha surgiu-nos com muita força, com garra, a lembrar já as conhecidas festas de verão com a mistura de umas touradas... os aromas que me transmitia faziam-me viajar por esses meses... a terra batida, o ar seco, o calor, com todos aqueles aromas de fruta que me faz lembrar essa época, as framboesas, a cereja, as frutas vermelhas... com toques de especiarias com o café , chocolate e canela a ficar retidas na minha memória sensorial. Um tinto muito bem equilibrado do qual refiro o final longo bem apetecível ... 17,5 Val
O Vértice é um vinho que todos nós já ouvimos falar e sempre coisas boas... E não falhou... é de facto um duriense muito bem elaborado com uma complexidade que nos prende à prova desde o inicio até ao último copo... com a fruta vermelha envolvida em aromas balsâmicos com toques de especiarias, novamente a canela estava metida.... na boca os taninos são muito bons a envolverem o palato e toda a superfície de agradáveis sensações que continuaram por um final muito marcante, delicioso...17,5 Val

E Um TINTO, VAI?

por Rui Sousa, em 17.08.07

No verão sabe sempre bem vinhos brancos e uns rosés . Mas este verão não é mesmo típico, mais fresco e húmido que o habitual. Os entendidos da matéria referem que esta situação só acontece uma vez numa década e que a culpa é do anti-ciclone dos Açores, que não se encontra no sítio correcto, para nos dar o tão desejado calorzinho da época.

Perante isto, fomos a procura de uns tintos para provar, e nenhum deles ficou mal, só tivemos uma maior preocupação em manter a temperatura adequada.

Decidimos provar dois alentejanos, um terras do sado e um espanhol vindo de Valladolid.

Os alentejanos são duas vedetas do mundo dos vinhos. São dois titulares na equipa de bons vinhos até 20€. São dois frutos de grandes produtores e perante isso acabam muitas vezes por nos passar ao lado (falo por mim, é claro!). Do sado , chegou um tinto com nome conhecido lá pelas terras de oriente, e era um completo desconhecido para mim, mas confirmou as recomendações feitas na garrafeira Diogo's . O estrangeiro vinho da vizinha espanha , é um tinto de um pequeno produtor, da zona de valladolid . Chegou até cá graças a uma viagem (dita fantástica) até barcelona de uns bons amigos que não se esqueceram de provar vinhos e trazer as boas botelhas para Portugal . 

 

ESPORÂO RESERVA  2004

Depois de termos ficado maravilhados com a colheita 2003, foi simplesmente uma grande surpresa para nós, não estávamos a espera de um vinho assim, tão "guloso", por isso a nota que obteve. Então quisemos ver como estava a colheita de 2004! Este tinto surgiu menos "guloso", sentia-se mais o álcool no inicio , e mais um pouco nada mais fresco, não tinha tanta fruta, compota. No nariz a fruta silvestre conjuntamente com a madeira e toques florais. Na boca os bons taninos marcam presença, mais a fruta e especiarias, com um pouco de torrado. Boa persistência final. Bom tinto, mas não tão bom como o de 2003. 17 Val  

 

VILA SANTA 2005

Já tínhamos ouvido falar muito deste vinho alentejano, elaborado pelo conhecido João Portugal Ramos. Este tinto fica na memória por ser muito harmonioso em toda a prova. É um tinto muito equilibrado, não foge, nem se sente grandes deficiências na prova. No nariz, a fruta vermelha (groselha, cereja, ginja) com boa madeira (especiarias, cacau, chocolate preto e leve café). Na boca os bons taninos são apaixonantes, envolvem-nos no palato e deixam-se estar muito tempo. Bom vinho alentejano, sem defeitos, harmonioso, encanta este tinto! 17 Val

 

STANLEY 2004

Um terras do sado, com nome conhecido desde o Oriente. Este tinto é um convite a degustar um bom vinho pelo um bom preço. Boas notas de frutas silvestres com a madeira bem integrada. É um vinho que fica muito bem, neste verão, é cheio, tem bom corpo, mas tem também uma boa frescura. Bons taninos e final bem adequado. Boa qualidade preço, sem dúvida. 16 Val

 

MVEDRA 2004

Mas que grande surpresa, este tinto espanhol, que mas parecia um grande duriense. De facto tem tudo o que nos apaixona no Douro, mas com um sotaque diferente. De inicio ficamos sem perceber, de onde vem. No nariz a fruta silvestre, toma conta dos aromas e logo a seguir chegar, toques de baunilha e aromas balsâmicos, a dar uma frescura que leva o vinho para outros patamares de aromas e sabores. Na boca é um vinho que tem uma persistência longa muito longo é no final um dos seus pontos positivos. Os taninos são envolventes, volumosos, a fruta madura aparece depois, juntamente com notas licorosas. Excelente vinho, pena é estar tão longe... 17,5 Val

Adega Cooperativa de Borba Reserva 2003

por Rui Sousa, em 02.06.07
  


Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas:
   Aragonez, Trincadeira, Castelão e Alicante Bouschet 

Ano: 2003
Região: Alentejo (DOC)
Data da Prova: 25 de Maio de 2007
Teor Alcoolico : 13,5%

Produtor: Adega Cooperativa de Borba


Sobre o Vinho...

Este clássico começou a ser produzido desde a decada de 60. Teve sempre quatro colheitas nas decadas de 60, 70, 80, e 90. No novo século houve produção em 2000, 2001 e a última 2003. O vinho estagiou em madeira de carvalho francês, toneís de madeira exótica e mais tarde na garrafa.

 

Prova:

Penso que é um dos clássicos portugueses, quem não conhece o rotúlo de cortiça? No nariz este tinto começa por ser fresco com fruta vermelha e a mostrar uma complexidade muito agradável, aromas de café, especiarias, madeira também se encontram com o decorrer da prova. Na boca é um vinho que os seus taninos são muito agradáveis, volumosos,  a mostrar raça, conjuntamente com a fruta. Tem um final longo

 

Classificação: 16,5 Valores

Preço:    +/- 9€  PoFuturo - Porto Santo

Observações: Quem não conheçe este tinto, é um clássico! E vale bem a pena a prova, é um tinto que está para as curvas e que continuem a produzir em anos futuros.

Cooperativa de Borba - Syrah 2004

por Rui Sousa, em 23.05.07

Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas:
   Syrah 

Ano: 2003
Região: Alentejo (Regional Alentejano)
Data da Prova: 22 de Maio de 2007
Teor Alcoolico : 14%

Produtor: Adega Cooperativa de Borba


Sobre o Vinho... 
Mais um varietal da Adega Cooperativa de Borba, este tinto sofreu uma fermentou alcoolica com curtimenta completa a temperaturas crescentes 25º 28º e 30ºC. Passa pelo um período de 4 meses em barricas de carvalho francês e americano.

 

Prova:

Mais um bom varietal de Cooperativa. Com uma cor granada, é um vinho cheio de vida e esta vida é com muita fruta! Fruta vermelha, cheia de juventude a lembrar, framboesas, morangos, cerejas, todo num bom corpo. Toques frescos chegaram mais tarde com o decorrer da prova. Na boca o seu bom corpo agradou a todos e o seu lado frutado juntamente com a madeira, permitem que degustemos com calma este varietal. A compota, o chocolate e ligieras especiarias também estão presentes. Os taninos e o final são harmoniosos como o conjunto do vinho.

 

Classificação: 16,5 Valores

Preço:    +/- 6€  PoFuturo - Porto Santo

Observações: Mais um bom tinto da Adega Cooperativa de Borba! O que dizer mais destes vinhos? São bons e a um óptimo preço! É comprar e provar antes que se esgotem!

Castas D'Ervideira Alfrocheiro 2003

por Rui Sousa, em 21.05.07

Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas:
   Alfrocheiro  

Ano: 2003
Região: Alentejo (Regional )
Data da Prova: 20 de Maio de 2007
Teor Alcoolico : 15%

Produtor: Ribeira da Ervideira , Lda


Sobre o Vinho... 
Vindo de Reguengos de Monsaraz, em pleno Alentejo, este tinto fermentou num depósito horizontal ( Vinimatic ") durante 5 dias. Estagiou durante 6 meses em barricas novas de carvalho francês e americano.<br>

 

Prova:

Bom varietal ! Os frutos vermelhos pautam a prova desde o inicio até ao fim. No nariz surgem logo associados a umas notas balsâmicas que com o tempo tendem a ser mais suaves. Mas a framboesa, ameixa, ginja e depois as compotas, o cacau e especiarias ficam pra sempre no nosso nariz. Na boca este tinto é suave, fresco, equilibrado, com optimos taninos. A fruta está presente, não se sente o poder do alcool e consegue ser um vinho muito agradável e cativante durante a prova. Persistente e fresco no final.

 

Classificação: 17 Valores

Preço:    +/- 8€ Garrafeira Diogos

Observações: Mas que boa surpresa! Depois de várias recomendações da Garrafeira Diogos, confirmo todas as suas credênciais e é um vinho cativante, fresco e extremamente agradável. Mais um avez muito obrigado à Garrafeira Diogos.

Primeira Prova Cega

por Rui Sousa, em 17.05.07
Para este primeiro evento e também um teste a nós próprios, decidimos escolher dis alentejanos, visto termos para a janta um magnífico acompanhamento: Carne de Porco à Alentejana!
Depois de procurar na garrafeira lá escolhemos dois tintos que muito dão que falar e escrever por esse mundo fora, agradando a uns e a outros nem tanto. E a escolha recaiu sobre:

T Terrugem 2001, da Quinta da Terrugem
Montes Claros Reserva 2004

Um tinto já muito conhecido e falado, com provas dadas em diversas colheitas, um tinto topo de gama feito só para alguns!
O outro um tinto que anda pela boca do povo, que agradou muitíssimo a uns, a outros mais ou menos e decepcionou mais alguns. E nós queríamos ver o que iria dar juntando este dois compatriotas num bom lanche.

T Terrugem 2001
Feito com Aragonez (90%) e Trincadeira (10%)
A expectativa era enorme, um vinho feito à moda do novo mundo, complexo, era a assim a sua definição, antes da prova. Foi decantado previamente, surgindo no copo muito calmo, escondido, perfeitamente descontraído, não era nada com ele, nem parecia estar ali. Com o tempo após uma boa conversa foi começando a conversar também connosco, dando a conhecer primeiro o seu lado "antigo", (de casa fechada) onde o couro, o cabedal, o alcatrão, o mofo, aquele cheiro de coisas de madeira antigas fechadas, as especiarias (pimenta preta).  Dava até para imaginar as teias de aranha nas paredes e em cima dos moveis!! A espaços a fruta negra mostrava-se, e pensamos nós se esta era a prova esperada! se terminava por aqui? E então começa o vinho a tagarelar mais um bocadinho e surge o seu lado floral, vegetal a elegância começava a se mostrar, erva molhada e notas de violeta com a fruta vermelha mais silvestre, mais viva, ameixa vermelha, ginja a compor o conjunto e assim se aguentou até perto do final. De referir que os taninos estão bem presente, são longos, bem feitos, são para agradar. No final da prova então surge que o nosso amigo parece pressentir o final da sua vida  e começa então a se tornar mais fechado, a lembrar o início da prova. Longo final. Complexidade é a sua palavra de ordem!  17,5 Val

Montes Claros Reserva 2004
Feito com Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Tinta Caiada, estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho françês e americano e 6 meses em garrafa.
Aqui imperava a surpresa de saber se este tinto era capaz de mostrar o que foi dito dele e se era também capaz de "combater" perante um peso pesado!
E não é que foi!!! Grande surpresa geral, estávamos a espera de um bom alentejano, frutado, com bom corpo e este tinto conseguiu ter todas as características do alentejo , associado a uma boa frescura, com uma boa complexidade dentro dos aromas "alentejanos". Surge-nos logo de início cheio de força, vivo a dizer, eu estou aqui! Mostrava raça alentejana (o contrário do seu compatriota)!!! A fruta vermelha viva ameixa vermelha, framboesas, compota, baunilha, caramelo, acompanhado de tostado, leves torrados, o chocolate surgiu depois, bem nós ficamos atordoados com este início. Depois na boca os taninos comandavam a prova, bem associados e coadjuvados, com a fruta e um lado balsâmico a lembrar o mediterrâneo - ervas aromáticas, tudo num conjunto que pensava eu que iria se desmanchar, mas não, manteve esta vivacidade, esta frescura e complexidade de aromas frescos, vivos, até ao final, até às últimas gotas, do tipo que nunca desiste - até ao lavar dos cestos é vindima!  E mantem um final na boca longo e frutado ligeiro adocicado. Vivacidade é o mote neste vinho e excelente RQP - 17,5 Val


Decidimos empatar esta prova porque se por um lado temos a complexidade de aromas até a data nunca vistos por estas bandas, do tipo, a idade é um posto a permitir uma prova sempre agradável até ao fim e num vinho só é de assinalar. Temos por outro lado, uma botelha cheia de força, onde consgue mostrar o lado garrido do alentejo, e apaixona pela vivacidade que tem e que nós sentimos durante a prova. Tem um trunfo que é, sem dúvida, o preço! Que façam mais vinhos assim!

Jantar Surpresa!

por Rui Sousa, em 05.05.07

Com a chegada dos aniversários, já temos desculpa para poder provar mais umas botelhas !!! Decidimos arranjar um espumante para a entrada, dois alentejanos e um Porto para a sobremesa. As escolhas recaíram sobre:

 Real Senhor Velha Reserva Bruto 2000

Aragonês Herdade de São Miguel 2005

Dona Maria 2004

Ramos Pinto LBV 2000

REAL SENHOR VELHA RESERVA BRUTO 2000

Elaborado com Malvasia e Arinto , ficou em estágio na garrafa durante 6 anos.

Para 1º espumante provado, estávamos à espera de ser um vinho muito fresco, vivo e alegre. E estas características este espumante tem. Contudo o lado aromático, também característico deste tipo de vinhos, não estava muito pujante, esperávamos mais fruta, apenas a fruta cítrica apareceu. A frescura e o equilíbrio marca a prova. Agradou a todos mas não surpreendeu. 15 Val

 

ARAGONÊS HERDADE DE SÃO MIGUEL 2005

Este varietal alentejano estagiou durante 3 meses em barricas de carvalho. Com os seus 13%, este tinto mostra-se logo de inicio com uma vivacidade e irreverência de mencionar. No nariz, a fruta silvestre, compota com toques de madeira e balsâmicos suaves. Na boca a frescura aparece, o vinho tem boa acidez com a fruta a se manter durante toda a prova em muito bom estado. Os taninos dão alma ao vinho tornando muito vivo. É um tinto cheio de força, muito agradável e boa persistência final.    16 Val

 

DONA MARIA 2004

Outro alentejano, este de Estremoz. Com os seus 14,5%, é um tinto que no nariz se destaca a fruta vermelha, groselha, framboesa, baunilha, com notas de madeira, tostados e toques balsâmicos. Na boca o seu equilíbrio, marca muitos pontos, onde continua a se destacar a fruta associada à madeira e notas mentoladas. Fresco com os taninos bem encobertos pelo conjunto. Final persistente mantendo a frescura. 16 Val

 

RAMOS PINTO LBV 2000

Outra estreia para nós, os LBV . Não Filtrado, este Porto, surge com uma cor densa, escura e a lágrima a marcar bem o copo. Os seus aromas a fruta muito madura (passada), alguns toques vegetais e químicos surgem logo no copo. Na boca este vinho cativa pela presença de fruta, chocolate e um torrado. A harmonia do conjunto é de realçar, conseguindo ainda apresentar taninos gordos e alguma frescura que o favorece. 16,5 Val

 

Bem e assim passamos mais um aniversário! Resta esperar pelo próximo e ir pensando nos vinhos a provar.  

Conde D'Ervideira Reserva 2004

por Rui Sousa, em 05.05.07

Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas:
   Trincadeira , Aragones , Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet

Ano: 2004
Região: Alentejo DOC )
Data da Prova: 03 de Maio de 2007
Teor Alcoolico : 13,5%

Produtor:  Ribeira da Ervideira , Lda

Sobre o Vinho... 
Estágio de 8 meses em barricas novas, maioritariamente de carvalho francês.
O blend é depois engarrafado, permanecendo em cave durante o período mínimo de 1 ano.

 

Prova: 
No inicio da prova encontrava-se, calmo, escondido , não era nada com ele, continua na sua paz de espírito. A espaços lá se foi mostrando, fruta vermelha, alguma compota com notas balsâmicas . Na boca a prova foi evoluindo ao longo do tempo, no inicio muito equilibrado, com os taninos encobertos, depois de estar no copo, saiu as notas achocolatas com madeira e os taninos a se mostrarem mais vigorosos. Final persistente com a fruta seca (casca de noz) a ficar no palato. 

 

Classificação: 16,5 Valores

Preço:    5,95€ Revista dos Vinhos

Observações: Um alentejano, que irá agradar a muitos consumidores, visto ter tudo no sítio. Merece ser bebido já e acho que ganha em ser decantado, situação que não fiz!!! Faça e prove este tinto. 

 

 

Cooperativa de Borba Tinta Caiada & Pinot Noir 2004

por Rui Sousa, em 02.05.07

Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas:
   Tinta Caiada(50%) e Pinot Noir(50%)

Ano: 2004
Região: Alentejo (Regional Alentejano )
Data da Prova: 01 de Maio de 2007
Teor Alcoolico : 14%

Produtor:  Adega Cooperativa de Borba

Sobre o Vinho... 
Vinificado com duas castas típicas dos seus paises de origem, Pinot Noir (França) e Tinta Caiada (Portugal - especialmente no Alentejo). A preparação do tinto foi novamente semelhante aos outros parentes bi-varietais, 4 meses em carvalho húngaro e françês e mais 5 meses em garrafa.

 

Prova: 
Mais um tinto, mais um bi-varietal! Mas este apresenta algo de diferente, elegância e frescura que os outros não apresentam nesta intensidade. É sem dúvida um vinho harmonioso e equilibrado, onde não há uma parte que se destaca mais. No nariz, tudo muito equilibrado e fresco, fruta silvreste com um lado vegetal e floral. A espaços sente-se uns torrados. Na boca a frescura comanda e determina um vinho elegante e suave, os taninos estam presentes mas não a maracar a prova. Final mediano mas agradável como o vinho no seu geral. 

 

Classificação: 15 Valores

Preço:   +/- 6,

Observações: Outra proposta da Adega Cooperativa de Borba, penso que é ligeiramente inferior aos outros bi-varietais provados, mas não deixa de ser um bom tinto, diferente dos seus parentes, mas bom!

Cooperativa de Borba Cabernet Sauvignon & Syrah 2004

por Rui Sousa, em 01.05.07

Características do Vinho:

Tipo: Tinto
Castas:
   Cabernet Savignon(50%) e Syrah(50%)

Ano: 2004
Região: Alentejo (Regional Alentejano )
Data da Prova: 25 de Abril de 2007
Teor Alcoolico : 14%

Produtor:  Adega Cooperativa de Borba

Sobre o Vinho... 
Produzido por duas, das castas mais internacionais e como diz o Copo de 3, na sua prova são uma das duplas mais famosas lá pelas terras australianas. Este bi-varietal teve um tratamento semelhante ao anterior, estagiou durante 4 meses em barricas de caravalho húngaro e françês e outros 5 meses em garrafa.

 

Prova: 
Outro bi-varietal da cooperativa de borba, com cor granada, surge no nariz a parte vegetal associada com um boa parte de fruta vermelha, a espaços especiarias, e no final senti leves toque de frutos secos. Na boca confirma a associação do vegetal (pimentos) com a fruta, aparece a compota e a frescura permite uma agradável elegância. Os taninos são harmoniosos e de moderada persistência.

 

Classificação: 15,5 Valores

Preço:   +/- 6,

Observações: É mais uma proposta da adega de borba para o consumo diário! Eu acho que sim, que vale pelo que mostra e que vale a pena!