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elixirdebaco

Grandes amigos que gostam de provar, mas sobretudo de beber vinho todos juntos. Como a vida os afastou (geograficamente), o vinho acabou por os juntar. E o vinho, torna-se sempre melhor quando é partilhado!

Tubarão Pet-Nat 2020

10.06.21 | Rui Sousa

tubarao-2020.jpg (tua.wine)

 

Características do Vinho:

  • Tipo: Pet-Nat (Espumante)
  • Castas: Loureiro, Borraçal entre outras castas tradicionais
  • Ano: 2020
  • Região: Verdes
  • Teor Alcoolico: 11.5%

Prova: 

  • Data: 08 de Junho de 2021  
  • Por: Dieter Pereira

Produtor: Ricardo Garrido

Enólogos: Ricardo Garrido e Márcio Lopes

 

Sobre o Vinho...

Os campos masseira sao de facto um  tipo de agricultura única no mundo e originária da Póvoa de Varzim (das freguesias Estela, Navais e Aguçadora) e do concelho vizinho, Esposende (Apúlia e Fão). Este tipo de agricultura foi inventado por monges beneditinos da abadia de Tibães, no século XVIII. A técnica destes monges consistia em fazer uma cova larga e funda nas dunas, de forma rectangular, e nos cantos dessa cova, nos ‘’valos’’, cultivar vinha para proteger a área central dos ventos. Nesta área, apesar da proximidade do mar, existe água doce e utilizavam-se os rebaixamentos do terreno para os campos ficarem mais próximos do lençol freático. Desta forma, ficavam também mais protegidos dos ventos e as vinhas à volta ajudavam a criar um efeito de estufa que favorecia o desenvolvimento das culturas. A fertilização com sargaço, fazia o resto. Como a areia transmite mal o calor, ficando retido à superfície, as vinhas não podiam tocar no solo (basta lembrarmo-nos do momento em pisamos a areia com os pés descalços no pico do Verão). Assim, implementou-se um sistema de torniquetes, que consiste em levantar as videiras com estacas a um metro e meio dos solos. Isto permitiu um aumento da produção, que levou a uma generalização deste tipo de agricultura a partir do início do século XX, quando até aqui só existiam 20 proprietários a trabalhar nestes terrenos. (tua.wine)

Pét-Nat é produzido pelo método ancestral, um método de elaboração de vinhos efervescentes que, em França e, de acordo com as diferentes regiões, pode ser apelidado também de "rurale", "artisanale" ou "gaillacoise". Resumidamente o vinho é engarrafado antes de completar totalmente a sua primeira fermentação, finaliza a fermentação dos açúcares naturais na garrafa e, por via disso, vai libertando o “gás” natural que lhe é tão característico.  O “méthode ancestrale” foi originalmente usado em Limoux, no sul da França, no início do século XVI, por monges viticultores. Este método de produção é bem distinto do “méthode champenoise”, que é a forma como o Champagne é produzido, em que o vinho base é totalmente fermentado e sofre depois uma fermentação secundária em garrafa com a adição de levedura e açúcar (também conhecido como “liqueur de tirage”). Outra divergência com o Champagne reside no facto de o Pét-Nat não ser “degorjado”, podendo ou não ser filtrado após a conclusão da fermentação, sendo frequente alguma turbidez de aparência. A dosagem usada no Champagne também não é permitida. Afirmar-se que tem mais proximidade ao ponto de origem não é totalmente descabido. Dependendo das decisões do produtor, podem resultar em vinhos ricos e complexos ou em vinhos de apelo frutado, jovial e refrescante, sempre de bolha suave e delicada, em exemplares bem-dispostos. (revistadevinhos.pt)

Prova:

De cor salmão turvo com pálida intensidade que confirma numa lágrima rápida. No nariz, aromas variados de toranja e romã em conjunto com fruta vermelha como morango e cassis. Na boca, intensidade média, com ligeiras nuances doces. Acidez surge em média quantidade e alguma secura de boca e leve adstrigência com taninos suaves. No palato sente-se um corpo médio/leve que termina de forma médio/pouco persistente. Vinho surpreendente, muito agradável de beber e saborear, que bela surpresa! 

 

Classificação: 16/20 

Preço: € ()

Observações: Vivino: n/d; PaixãopeloVinho: n/d;  Revista de Vinhos: n/d; Grandes Escolhas: n/d;